
Abordo nesse pequeno texto, um tema já bastante discutido, e polêmico. A regulamentação da profissão de publicitário.
Para quem não sabe, a profissão possui sim uma regulamentação, conforme Lei, se não me engano do ano de 1976. Ou seja, há bastante tempo já.
Então onde está o problema? O grande problema é que a lei classifica como publicitário todo aquele que exerce algum tipo de trabalho dentro da área de criação publicitária, planejamento etc.
Muitos, assim como eu, defendem a criação de um conselho, como existe para as profissões de engenheiro, médico, dentista e toda a grande maioria. Vem então a outra pergunta: "Para que se exigir diploma de publicitário, se grandes publicitários de sucesso não passaram nem perto de uma cadeira de faculdade?"
A minha resposta é a seguinte: a maioria desses profissionais bem sucedidos e não formados, estão na área de criação. Hoje em dia, com a ajuda da tecnologia e softwares cada vez mais avançados, isso é cada vez mais fácil. Ser um bom operador de software tem grande valia, mas não basta somente, sem embasamento algum.
Como podemos cobrar ética dos profissionais, se a própria profissão não tem um código de ética?
O publicitário está marginalizado, vítima dos "prostitutos" do mercado, que fazem um trabalho às pressas, muitas vezes sem qualidade, por um preço baixo, e acabam prejudicando aqueles que passam em média 4 anos em uma faculdade para se tornar um bom profissional.
A qualidade do ensino também merece ser discutida, atualmente, na cidade de Uberaba, são despejados todo ano, centenas de publicitários, que não sabem sequer o que é ser publicitário. As licitações da cidade são sempre vencidas pelas mesmas agências, causando no mínimo uma certa desconfiança.
Acho que já é hora, dos veículos de comunicação, profissionais, educadores, se unirem e lutarem por uma melhor organização, não só da profissão de publicitário, mas de toda a comunicação social.
O problema é que isso, nem sempre é do interesse de todos.